Blog

Sobre previdência complementar...

A decisão sobre a contratação ou não de um plano de previdência complementar e sobre o tipo de plano (se PGBL ou VGBL) não depende do seu tipo de declaração de imposto de renda. Não é simples assim. Na verdade, tanto seu tipo de declaração de imposto de renda, quanto a decisão de contratação de plano de previdência (seja PGBL ou VGBL) são meios para alcançar geração de riqueza incremental via otimização tributária. Você vai escolher entre declaração simplifica e declaração completa (com contratação ou não de plano de previdência) para pagar menos imposto de renda. Exemplificando, não faz sentido contratar um PGBL e fazer a declaração completa, se sua renda é toda não tributada. Mais detalhadamente, sua declaração de imposto de renda depende: - De seu tipo de rendimento (não tributável/isento, tributável ou sujeito à tributação exclusiva/definitiva) - De suas despesas (se são dedutíveis ou não) e - Das ...

continuar lendo

Melhores opções para minha carteira de médio/longo prazos.

Uma carteira de investimentos deve priorizar o equilíbrio entre os fatores retorno, risco e liquidez. A gente já vem falando disso há alguns posts. Uma vez definidos seus objetivos e calculada sua capacidade (periódica) de poupança (quanto você consegue economizar para investir), dividimos a carteira em classes de liquidez e buscamos, em cada classe, maximizar a relação retorno/risco. Classe "Curto Prazo" Os recursos para sua reserva de emergência ou sua reserva para oportunidades de curto prazo compõem a classe mais líquida com duas premissas: - Não queremos correr o risco de precisar “queimar” preço dos nossos ativos para fazer caixa; - Não queremos volatilidade, para evitar que a necessidade de resgatar os recursos coincida com um período de volatilidade para baixo. Essas duas premissas visam à preservação de principal e rendimento. Obviamente que o rendimento será baixo: estamos abrindo mão dele para maximizar liquidez e minimizar risco. Classe "Médio/Longo Prazos" ...

continuar lendo

Passo a passo para montar sua carteira de investimentos.

1. Comece o quanto antes! 2. Defina o montante que será investido na data 0; 3. Calcule sua capacidade mensal de poupança (quanto você consegue investir todo mês). Invista o máximo que puder, sem prejudicar sua qualidade de vida; 4. Defina seus objetivos, atribuindo prazo para cada um deles; 5. Associe cada objetivo a uma classe de liquidez; 6. Calcule quanto precisará para cada classe de liquidez; 7. Identifique sua tolerância a risco (de mercado, de crédito, etc.). Para os objetivos de médio e longo prazos, aceite correr um pouco mais de risco: isso significa mais potencial de retorno; 8. Para cada classe de liquidez, selecione ativos que maximizem o retorno, aceitando algum risco (item 7), aproveitando isenção fiscal, fugindo de produtos bancários e atentando para a taxa real (acima da inflação); 9. Defina a estratégia de investimento para os aportes mensais: em que classe de liquidez eles entrarão e ...

continuar lendo

Quanto custa sua negligência nos investimentos?

O CDI é o indexador mais utilizado para balizar* os investimentos em renda fixa. Até mesmo a caderneta de poupança (quando a Taxa Selic fica abaixo de 8,5% ao ano) fica com sua rentabilidade associada ao CDI (no caso 70% do CDI). *Gosto da palavra balizar, porque traduz exatamente nosso entendimento sobre a taxa CDI: não faz sentido você ter investimentos rendendo menos que essa taxa. Por que? Porque os bancos emprestam recursos entre eles a essa taxa (CDI é a abreviação para certificado de depósito interbancário), e é claro que essa operação é livre de risco. Ou seja, se você “investe” (coloquei entre aspas de propósito) em banco a uma taxa de 90% do CDI, o banco vai ganhar de graça um prêmio de 10% do CDI com os seus recursos, sem correr nenhum risco e sem nenhum esforço. Porque os fundos de investimento têm acesso a produtos que ...

continuar lendo

O que compõe o retorno exigido nos investimentos?

O cálculo do retorno exigido para seus investimentos pessoais (ou investimentos com capital próprio no caso de uma empresa) deve levar em conta alguns fatores: Primeiro, o retorno exigido deve recuperar o poder de compra, ou seja, deve se no mínimo igual à inflação. Exemplificando: inflação de 4% ao ano significa a elevação média (ponderada) dos preços de produtos e serviços em 4% no ano. Isso faz com que você precise de 4% de valorização do seu patrimônio para comprar o mesmo que comprava um ano antes. É o que chamamos de correção monetária. Portanto, rentabilidade abaixo de 4% é perda de poder de compra, rentabilidade igual a 4% é recuperação do poder de compra e rentabilidade acima de 4% é aumento do poder de compra. Mas é claro que só faz sentido investir se for para ter aumento do poder de compra. Todo poupador (e investidor) quer ter um ...

continuar lendo

Comparativo CDI x IPCA.

De janeiro/2008 a setembro/2018, o CDI médio foi de 10,48% ao ano. O CDI líquido (para a alíquota de 15%) ficou em 8,91% ao ano. Já o IPCA anual médio nesse período foi de 5,94%. Alguns resultados: - Na média, o CDI superou o IPCA em 4,28% ao ano. - Já o CDI líquido superou o IPCA em 2,80% ao ano. Conclusões: - Títulos do Tesouro Nacional (de risco menor ou igual ao risco CDI), de taxa indexada ao IPCA de remuneração média real maior ou igual a 4,28% ao ano, foram mais rentáveis (e mais eficientes na relação risco/retorno) que o investimento bancário a 100% do CDI. Isso sem levar em consideração o fator liquidez. - Títulos de crédito privado não bancário (que possuem isenção fiscal), de risco menor ou igual ao risco bancário (para aplicações desenquadradas do FGC), pagando 2,80% de remuneração média acima do IPCA, foram mais ...

continuar lendo

Não seja sócio minoritário nos seus investimentos!

Nas palestras que ministramos, gostamos de chamar atenção para alguns aspectos dos investimentos... Primeiro que a seleção dos ativos que comporão sua carteira deve considerar seus objetivos, sua capacidade de poupança (renda menos gastos) e o tripé retorno, risco e liquidez. Em seguida, é preciso diversificar, tanto para minimizar o risco, quanto para dividir a carteira em classes de acordo com as diferentes exigências de liquidez (por exemplo, é preciso ter ativos líquidos como reserva de emergência e ativos de longo prazo para sua aposentadoria – observe que essas alternativas trocam liquidez por retorno). Finalmente, é preciso atentar para os custos ocultos (mas nem tanto) existentes nos investimentos mais conhecidos do grande público: impostos, spread bancário e inflação. O gráfico a seguir apresenta a evolução da participação de cada um desses custos nos rendimentos de um investimento de R$100.000,00 ao longo de 10 anos e o que sobra para você. ...

continuar lendo

3 dicas essenciais para começar a investir em ações: dica ...

No texto anterior, apresentamos e comentamos a dica 1: use o mercado de ações como meio para seus investimentos de longo prazo. Para saber mais sobre essa dica, clique aqui. Nesse texto de agora vamos avançar nas dicas sobre investimentos em ações, notadamente sobre a compreensão de que, para que uma oportunidade seja realmente consistente, o preço (ou cotação) da ação deve estar abaixo do valor justo da ação. Dica 2: entenda a diferença entre preço e valor. O valor de uma ação é a divisão do valor da empresa pela quantidade de ações emitidas por aquela empresa. Esse valor depende, portanto, dos fundamentos da empresa: da sua geração de caixa atual e futura, dos seus ativos (tangíveis e intangíveis), do perfil da sua dívida, de seus múltiplos/índices, de sua política de dividendos, da tendência do mercado onde ela está inserida, da sua governança, entre outros. Calcular o valor da ...

continuar lendo

Carregar mais