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Obstáculos emocionais: UMA solução para TRÊS obstáculos!


por GestorFP

Esse texto foi originalmente publicado no blog Riquezas da Vida. A GestorFP recomenda que você conheça esse blog e a fanpage da CRITERION no Facebook.

No terceiro obstáculo tratamos de trazer à consciência as crenças de luta. A técnica que é utilizada para trabalha-las e quebra-las é a Conversa Interna Dirigida – essa mesma técnica serve para se trabalhar com as Histórias Pessoais e as Metáforas Pessoais.

Caso não tenha acompanhado, confira todos os obstáculos que te impedem de progredir:

Seu primeiro obstáculo EMOCIONAL: Medos

Seu segundo obstáculo EMOCIONAL: o Guardião da Escassez

Seu terceiro obstáculo EMOCIONAL: Crenças de Luta

Seu quarto obstáculo EMOCIONAL: Histórias Pessoais

Seu quinto obstáculo EMOCIONAL: Metáforas Pessoais

Como uma crença é construída? Como uma crença se estabeleceu dentro de você? 

Muitas pessoas têm crenças do tipo “As melhores pessoas são aquelas que superam grandes dificuldades” ou “o que vem fácil vai fácil” ou alguma coisa do tipo. Mas como isso se estabeleceu dentro de você?

Tomemos um exemplo: digamos que uma mulher estabeleceu a crença de que “nenhum homem presta” e simplesmente não aparece na vida dela nenhum homem que presta; do contexto de vida dela, no ponto de vista dela não existe homem algum que preste. Ela acredita tão fortemente nisso que para ela essa crença é verdade. Primeiro apareceram homens que não prestam, depois ela acreditou nisso e fez aparecer homens que não prestam: o que veio primeiro?

Uma crença é como se fosse uma mesa. Para uma mesa se sustentar ela precisa basicamente de quatro pernas. Mas quanto mais pernas ela tiver mais firme fica. Nessa analogia as pernas são os pilares que sustentam aquela crença (mesa).

Suas crenças são construídas linguisticamente e reforçadas pelas informações que você recebe. Então se suas crenças são construídas com linguagem, você as desconstrói com linguagem, através de uma discussão com você mesmo. Esse questionamento de crenças é um método muito poderoso.

Portanto, a chave-mestra para resolver as crenças é você discutir com você mesmo. Por exemplo: digamos que você tenha uma crença de que “o que vem fácil vai fácil”. Daí você começa a se perguntar: “Como assim o que vem fácil vai fácil?” “Tem que ser assim?” “Sempre é assim?” “Você acha que o caminho do Mark Zuckerberg, criador do Facebook, foi difícil? Apesar de terem criado um filme para romantizar a história, a vida dele foi mais fácil de que quase todo mundo. Isso tira o valor da criação do Facebook, da ideia que ele criou, da percepção, do algoritmo? Não tira nenhum valor, muito pelo contrário”.

Nós temos que nos habituar a analisar as coisas a partir do sistema, de um nível acima – não através de uma visão muito estreita.

Normalmente quando uma pessoa tem uma crença negativa, ela já faz essa discussão: só que das coisas boas. Algumas pessoas às vezes ganham uma promoção, ganham um prêmio, ou são laureadas com uma coisa boa qualquer. Depois a pessoa fica pensando: “Será que eu mereço mesmo? Será que sou bom o suficiente para isso?” Isso é uma conversa interna questionando um fato bom. Você já está acostumado a questionar, se você tem esse padrão. O trabalho com as crenças de luta é questionar as coisas ruins, aquilo que está te limitando.

Seu exercício é fazer uma Conversa Interna Dirigida, uma discussão com você mesmo dessas suas crenças negativas.

Eu tenho que agradar todo mundo”. Tem mesmo? Todo mundo tem que gostar de você mesmo? “Ah… se eu não agradar todo mundo eu me sinto mal”. Você tem medo de agradar todo mundo? Nenhum grande homem nem uma grande mulher agradou a todo mundo: nem Jesus Cristo, nem Winston Churchill, nem Madre Tereza. Porque você acha que você tem que agradar todo mundo? É um fardo muito pesado, ninguém tem que agradar todo mundo. Quem disse que você tem que agradar todo mundo

Pegue o hábito de se questionar, discuta com você mesmo e ganhe a discussão com você mesmo. Quebre essa crença.

Essa conversa interna serve tanto para suas crenças, quanto para suas histórias pessoais e também para suas metáforas pessoais.

Então vamos lá:

Pegue cada uma de suas crenças de luta, cada uma de suas histórias pessoais e cada uma de suas metáforas pessoais e use a técnica da Conversa Interna Dirigida. Questione-se. Determine o quanto essa crença/história/metáfora é boa; avalie os prós e contras de cada uma delas. Algumas são boas, úteis para você e talvez valha a pena mantê-las de forma consciente, porque você quer. Ouras te atrapalham e te limitam e através desse processo você pode e vai vencer essa discussão, quebrando-as.

***

Felizmente, quando o assunto foram as questões financeiras, eu não identifiquei crença de luta, nem metáfora ou história pessoal que me impedisse de ir adiante (pode até ser que existam, mas até então não identifiquei). Porém, existiam outras questões relacionadas à sucesso, à minha vida profissional, que sim, estavam me segurando. Vou dar um exemplo pessoal de cada obstáculo, para vocês entenderem como eu fiz.

Crença de luta: “Se não for difícil não tem graça”

É verdade que muitas coisas na vida não serão fáceis, simples ou rápidas demais. Mas pode ser que sejam. E se forem é o momento de desfrutar ainda mais, pois essa facilidade pode ser fruto de seu desenvolvimento ou mesmo fruto do imprevisto que estamos sujeitos no dia-a-dia. Temos uma percepção de que se alguma coisa é difícil acabamos por dar mais valor. Mas não precisa ser assim o tempo todo. Aprender a receber as bênçãos fáceis da vida é uma obrigação e, convenhamos, é extremamente prazeroso.

História pessoal: “Não sou considerado um vendedor; falo pouco com os outros”

Um vendedor tem que falar muito? Tem que ser o falastrão, um cara que gesticula, tem mil e uma artimanhas para convencer o cliente a comprar seu produto ou serviço? Não, acho que não. Um vendedor é um cara que comunica valor para o outro e acaba fazendo negócios com ele porque estabelecem uma relação genuína de confiança mútua. Falar muito ou pouco não tem nada a ver com ser um bom vendedor: estabelecer boas e relações confiáveis sim. Afinal, tendemos a fazer bons negócios nas pessoas em que confiamos e consideramos amigos, não é?

Metáfora de vida: “O sucesso é um longo e árduo caminho”

O sucesso não precisa ter um caminho longo e tampouco árduo. É lógico que desafios (e oportunidades) aparecerão e eles exigirão alguma dose de esforço, mas nem sempre será assim. Pode vir bastante rápido e isso vai depender de fatores internos e externos. Além do mais, não é um caminho árduo – afinal, tão importante quanto atingir o objetivo é curtir o caminho para se chegar até ele.

Já devo ter falado isso em algum momento dos últimos posts: eu fiz todos esses exercícios e eles nos dão um nível de clareza e autoconhecimento jamais imaginados. Especialmente esse que trata do principal alimento para os medos e para o Guardião.

No próximo post trataremos de mostrar como trazer o Guardião para o seu lado: aquela parte de sua personalidade que te sabota poderá estar ao seu lado – e acredite: ele é MUITO poderoso!

Até lá!

Phillip Souza

Sócio-diretor executivo da Criterion e autor do blog “Riquezas da Vida” que trata de diversos assuntos relacionados a comportamento financeiro, psicologia econômica, finanças pessoais e investimentos. Consultor associado da GestorFP em Belo Horizonte.

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