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Os 5 estágios das finanças pessoais: estágio ABAIXO DE ZERO


por GestorFP

No primeiro post dessa série, falamos brevemente de 5 estágios financeiros, que vão desde a total inconsciência e falta de habilidade financeira (assunto deste post) até o ponto da independência financeira. Se quiser lê-lo, clique aqui. Nesse ponto começaremos nossa abordagem sobre esse assunto, falando do estágio ABAIXO DE ZERO.

O estágio abaixo de zero das finanças pessoais é caracterizado como uma etapa em que a pessoa não tem consciência e muito menos habilidade para lidar com assuntos e práticas relacionadas a dinheiro e afins.

Nesse estágio, a pessoa não exercita qualquer tipo de habilidade financeira: usa-se o dinheiro sem pensar. Pessoas assim não têm consciência do que deveriam fazer: simplesmente “seguem o fluxo” quando o assunto é dinheiro.

O mais problemático numa situação dessas é que a pessoa age de forma reativa aos estímulos externos. Vê uma propaganda sobre determinado bem (“Quer pagar quanto? Agora você pode levar sua televisão de tela plana por n vezes sem juros! ”) e simplesmente compra impulsivamente, sem saber se pode, se realmente precisa daquilo que está comprando. Apenas satisfaz seus anseios, muitas vezes momentâneos. Mesmo se fôssemos muito abastados esse ponto de inconsciência ainda seria importante, pois as necessidades seriam outras (bem mais onerosas, digamos assim) e uma coisa é fato: dinheiro tem limite – e para muita gente um limite bem baixo.

Infelizmente, grande parte dessas pessoas que não têm consciência e nenhuma habilidade com suas finanças pessoais encontram-se nas dívidas: às vezes por não saber o que fazer, às vezes por não terem objetivos claros, às vezes por ceder ao impulso sem necessidade, endividam-se e ficam em situações nada confortáveis. Alguns, até, tornam-se gastadores compulsivos: tudo que veem querem, tudo que veem compram. Acabam tendo uma casa cheia de coisas, bugigangas inúteis, que o dinheiro gasto poderia render melhor frutos realizando sonhos.

Mas por que será que isso acontece? Todo problema de gastos exagerados tem uma raiz emocional/afetiva e geralmente não a percebemos, a menos que paremos, reflitamos e tomemos consciência do porquê daquele comportamento: que pode estar relacionado às crenças, valores, ensinamentos de outras pessoas – pessoas de referência –, lixo midiático. A raiz do problema é afetiva e é muito particular. Você vai ter que ser um cientista de sua própria vida para resolver esse ponto: não existe outro caminho.

O interessante é que gastar mais não resolve o problema: só aumenta. Já viu aquela pessoa que tem vários cartões de crédito e que pega dinheiro emprestado com um para pagar o outro fazendo uma ciranda financeira monstruosa? Essa pessoa está numa espiral de destruição que nem ela mesmo sabe como sair. Às vezes é necessário ajuda de fora: psicólogo, coaching financeiro, consultor financeiro – alguém que vai dar meios para sair daquela confusão e começar a tomar consciência financeira e aprender novas habilidades.

Mas esse é assunto para o próximo post, sobre o estágio ZERO: onde você começa a aprender a mágica das finanças.

Até lá!

Phillip Souza

Sócio-diretor executivo da Criterion e autor do blog “Riquezas da Vida” que trata de diversos assuntos relacionados a comportamento financeiro, psicologia econômica, finanças pessoais e investimentos. Consultor associado da GestorFP em Belo Horizonte.

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