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Os 5 estágios das finanças pessoais: o estágio DOIS


por GestorFP

Essa é a quarta parte de cinco da série os 5 estágios das finanças pessoais. No primeiro estágio (estágio ABAIXO DE ZERO) abordamos sobre a completa falta de habilidade e inconsciência financeira que pode, inclusive, levar o indivíduo a se endividar seriamente – o que é muito comum. O estágio seguinte (estágio ZERO) tratou de mostrar algumas ideias e caminhos para aprender o básico das finanças pessoais: é aquela situação em que você começa a desenvolver consciência, mas não tem habilidade – tem, na verdade, muitos pequenos hábitos a serem desenvolvidos e sedimentados. No estágio UM: já de posse de mais habilidade e mais consciência financeira, tratamos da reserva de emergência e dos seguros – essenciais em sua escalda financeira. Agora falaremos do penúltimo estágio das finanças pessoais: estágio DOIS.

No estágio ZERO aprende-se as bases das finanças pessoais: muito estudo, mudanças de hábito e de mentalidade, a busca de um estilo de vida menos dependente de dinheiro. No estágio UM a proposta é a formação de segurança: reserva de emergência e seguros foram os assuntos abordados. Mas qual seria o tema do estágio DOIS? É bem simples. O estágio TRÊS trata-se da independência financeira, como falaremos mais adiante. Mas para chegar lá é necessário fazer mais do mesmo. E só. Talvez esse possa ser o estágio mais longo das finanças pessoais, já que atingir a independência financeira consiste em ter poupado e investido o suficiente para que o jogo do dinheiro seja vencido: assim você poderá parar (de preferência para sempre) de pensar em dinheiro e seguir com mais liberdade na realização de seus sonhos. Se quiser, poderá até para de trabalhar. Realmente é outro nível – mas não falaremos dele agora.

“Ficar no estágio DOIS deve ser chato”. Depende. Aí que entra “o pulo do gato”. Concorda comigo que, se você chegou numa situação dessas – não tem dívidas, domina o básico necessário sobre finanças pessoais e investimentos, tem uma reserva de emergência bem definida, seus bens e sua família estão protegidos caso ocorra um imprevisto negativo, continua aprendendo e estudando sobre o assunto – para chegar ao próximo estágio é só uma questão de tempo? Se você não tem um estilo de vida ou se aproveita uma vida frugal muito esbanjador isso pode acontecer bem antes do que você supõe.

Mas qual é o “pulo do gato”? Divirta-se, aproveite a vida enquanto constrói a sua independência financeira.

Depois de formada a sua reserva de emergência, você pode dar atenção à um plano especial: o plano de aposentadoria (não, não me refiro ao INSS. Refiro-me à um plano PESSOAL de aposentadoria). Os recursos destinados à reserva agora podem ser direcionados à um plano de longo prazo, específico para a melhor idade. “Poxa, mas estou jovem, tenho mais é que curtir a vida!”. Se você estudou direitinho, compreende que, se não fizer a sua parte, o Estado, o Governo vai te presentear apenas com um salário mínimo em sua velhice – e, convenhamos: mal dá para comer direito com um salário mínimo brasileiro, imagina pagar por médicos e remédios, além do lazer tão desejado? Reflita a respeito.

Existem vários caminhos, conforme vai perceber em seus estudos e conversas: adquirir um VGBL ou um PGBL; investir por conta própria aplicando seus recursos em fundos (diversos) ou comprando títulos públicos federais, ações, certificados de depósitos bancários, letras de crédito imobiliário, cotas de fundo de índice… as opções são inúmeras! E, mais uma vez: estude bem para decidir qual é o melhor caminho para você. Leia esse post da Gestor FP que você vai entender melhor essa questão sobre Qual o melhor investimento para você. Vai clarear o que estou dizendo.

Para acelerar seu processo para atingir o estágio TRÊS, existem algumas coisas que você pode fazer:

– Se você tem um financiamento habitacional, pode estudar meios de diminuir os custos com a portabilidade de crédito que agora está mais padronizada e com regras bem definidas (assista à minha participação no programa PANORAMA da TV Assembleia de Minas Gerais em que falei sobre esse assunto: bloco 1 e bloco 2). Além do mais, você pode direcionar esforços extras procurando acabar com essa dívida o quanto antes;

– Deve continuar a poupar e a investir, aumentando, sempre que possível, os aportes regulares;

– Se usar o cartão de crédito, use-o com MUITA consciência. Não compre aquilo que você não tem dinheiro para pagar à vista. Existe, na verdade, uma forma de saber quando comprar à vista ou, mesmo com dinheiro, parcelar. Escrevi sobre isso nesse post: à vista ou parcelado?

– Quando consumir, faça-o com muito critério. Se você não assiste muito à TV e paga um super pacote de TV a cabo, concorda que é desperdício? Use seu dinheiro naquilo que realmente te faz feliz, que realmente importa;

– Talvez você queira trocar de carro ou comprar um carro estiloso, econômico e que atenda suas necessidades de deslocamento. Pode pensar em começar a poupar para compra-lo, quem sabe;

– Se você tem um negócio, pode ser interessante desenvolvê-lo de forma ainda melhor. Torna-lo mas lucrativo, menos dispendioso, com produtos e serviços diferentes que acessem outros mercados. Uma coisa importante a ser observada é que as finanças pessoais atrapalham as finanças corporativas, não só em termos de caixa, mas em termos de crescimento. Um amigo quase perdeu uma excelente oportunidade de negócio porque o nome dele estava negativado (por motivos que fugiram ao controle dele) e a empresa não conseguia acesso ao crédito. É importante “manter a casa em ordem”;

– Enfim, existem muitas outras coisas que você pode fazer para acelerar seu processo, mas a mais importante delas é DIVIRTA-SE e CURTA A VIAGEM RUMO À SUA INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA!

Para fechar o estágio DOIS continuo com a máxima: CONTINUE INVESTINDO PESADO EM SUA EDUCAÇÃO FINANCEIRA – NÃO PARE DE APRENDER!

O próximo e último passo, portanto, é o estágio TRÊS: a independência financeira.

Então, até lá!

Phillip Souza

Sócio-diretor executivo da Criterion e autor do blog “Riquezas da Vida” que trata de diversos assuntos relacionados a comportamento financeiro, psicologia econômica, finanças pessoais e investimentos. Consultor associado da GestorFP em Belo Horizonte.

 

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