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Seu quarto obstáculo EMOCIONAL: Histórias Pessoais


por GestorFP

Esse texto foi originalmente publicado no blog Riquezas da Vida. A GestorFP recomenda que você conheça esse blog e sua fanpage no FaceBook.

No último post nós abordamos o terceiro obstáculo emocional que nos impede de seguir adiante que, inclusive, serve de alimento para o Guardião e para seus medos: as crenças de luta.

Nesse post vamos abordar um problema que é estruturalmente mais complexo, é razoavelmente consciente, mas a maior parte das vezes pensamos que isso é natural, que faz pouca diferença, que é um fator que não tem como mudar. Nós estamos falando sobre as nossas histórias e justificativas pessoais: as que contamos a nós mesmos e as que contamos às outras pessoas para justificar as coisas que acontecem em nossas vidas.

O sistema nervoso do ser humano foi preparado para um ambiente em que era necessário, para sobreviver a médio e longo prazo, tirar sentido das coisas: ele foi feito para extrair significado das situações. Uma situação se repete 3 ou 4 vezes e você tira uma conclusão, cria uma regra (que é o que chamamos de crenças) e começa a estabelecer significados: “Então isso causa aquilo que causou isso que causou aquilo outro…”. O sistema nervoso foi adaptado para trabalhar com histórias; com coisas que fazem sentido; com princípio, meio e fim; com causa e efeito. A parte intuitiva de nossa mente procura causalidade o tempo todo.

Nós entendemos melhor um conceito quando ele é explicado com uma história; conseguimos guardar melhor uma ideia se ela for contada como ela surgiu. Por conta disso, nós criamos para nós mesmos ou ouvimos de pessoas de referência (nossos pais, nossos avós, do ambiente do qual nós crescemos) essas histórias e as repetimos. Essas histórias justificam quem nós somos; elas servem tanto para justificar nossas qualidades quanto nossos defeitos, nossas facilidades e talentos e nossas dificuldades e desafios.

Nós não temos apenas histórias boas: também temos histórias ruins. Muitas vezes a história que contamos faz referência aos nossos pais. Às vezes uma pessoa te pergunta: “porque você é grosso, estúpido com os outros?” E logo vem a resposta: “minha mãe era assim, eu sou assim também! Eu sou autêntico eu falo sempre a verdade!”. Daí, essa pessoa que conta essa história para ela mesma, caso um dia seja delicada vai achar até estranho seu comportamento “poxa, mas eu não sou essa pessoa delicada. Sou aquela pessoa autêntica, grossa…”

Nós temos histórias de ‘coitadismo’, de coisas que nós não queremos continuar a ter em nossas vidas. Te perguntam: “por que você tem dificuldade nessa área?” “Ah… porque meu pai tinha, a minha mãe tinha…” “porque você tem facilidade naquela área?” “Ah… porque eu desde pequeno aconteceu isso e eu tive essa situação”.

Nós temos histórias bacanas que justificam nossas qualidades e talentos, mas temos histórias que nós contamos que justificam as nossas dificuldades e, muitas vezes, essas histórias podem ser modificadas, podem ser desconstruídas, mas você só vai conseguir trabalhar em cima disso se tiver consciência. Da mesma forma como aconteceu com os medos, o Guardião, as crenças de luta, faremos a mesma coisa com as histórias pessoais.

Quais são as histórias que você conta para você mesmo e que justificam as suas dificuldades, que justificam os seus bloqueios? Você sempre foi ‘burrinho’, você sempre foi tímido, sempre foi gastador? Quais são as histórias que você conta, quais são as lembranças que você tem? Quando você comete aquele erro que mais quer consertar, aquela coisa que você quer parar de fazer e toda vez que você faz acaba contando a mesma historinha para você mesmo: que história é essa?

“Ah… mas minha mãe era assim e eu também sou…”

“Ah… eu sou assim desde pequenininho…”

“Depois que fulano me abandonou…”

“Depois que meu pai morreu aconteceu isso…”

Tem sempre uma historinha; por isso devemos trazer à tona, tomar consciência, trazer para um nível que você possa perceber.

Então, segue mais uma atividade: identifique as histórias que você conta para você mesmo e que justifica as suas dificuldades, os seus desafios e os seus bloqueios.

No próximo post falaremos sobre as metáforas pessoais, encerrando a abordagem sobre os problemas – daí partiremos para as soluções!

Até lá!

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