Consultoria

O processo de gestão financeira tem cinco etapas: (1) o diagnóstico financeiro, que nós gostamos de chamar de levantamento do status quo financeiro, (2) formalização dos objetivos financeiros, (3) estabelecimento dos planos e ações financeiros, (4) execução e (5) adequação dos instrumentos de medição e controle, as revisões e os ajustes.

Na etapa do diagnóstico financeiro, buscamos conhecer a situação financeira do cliente: quanto ganha, como ganha, quanto gasta, como gasta, quais suas responsabilidades financeiras, quais as suas atitudes, os seus valores e as suas expectativas em relação ao dinheiro, qual a sua tolerância ao risco, quais os seus ativos e quais os seus passivos, além, é claro, de levantar as informações sócio-demográficas. Essa é a fase de saber onde e como estamos.

Na etapa dos objetivos, a tarefa é defini-los. É essencial que os objetivos a ser atingidos sejam apropriados, realizáveis e bem delimitados. É a fase do onde queremos e onde podemos chegar.

Costumamos classificar os objetivos em primários e secundários. Os objetivos primários são aqueles que visam à recuperação e à preservação do padrão de vida. Os objetivos secundários são aqueles voltados para a melhora do padrão de vida.

A etapa dos planos e ações depende diretamente das etapas anteriores: é nela que vamos traçar o planejamento ótimo para lhe levar de onde e como está para onde quer e pode chegar. Veja que o termo “ótimo” resume a eficácia e a eficiência. Para nós, ótimo significa a melhor solução dentre as soluções possíveis, ou seja, é a solução mais adequada para seu perfil e objetivos. É a solução ideal.

Costumamos dividir essa etapa em três partes: a parte 1 diz respeito ao dimensionamento. Nela, vamos calcular o que é preciso conseguir para lhe levar do seu status quo para seus objetivos; a parte 2 diz respeito à escolha do meio em que serão implantados os planos e as ações; finalmente, a parte 3 trata das estratégias e táticas que serão utilizadas.

A etapa de execução é o momento de por os planos em prática. Essa etapa pode caber ao cliente, se a consultoria apenas envolver o planejamento, ou à GestorFP, se a consultoria envolver a gestão completa.

Na etapa dos instrumentos de medição e controle, estabelecemos um sistema de medição de desempenho, metas intermediárias e parâmetros de comparação. Esse sistema precisará focar as perspectivas condizentes com os objetivos, os planos e as ações traçados na etapa anterior e é essencial para as revisões e os ajustes.

Essas revisões podem ser periódicas ou podem acontecer quando houver necessidade. Obviamente, só saberemos da necessidade se estivermos medindo e se tivermos parâmetros. O objetivo aqui é acompanhar o avanço rumo aos objetivos traçados, de acordo com o planejado, e alertar para qualquer desvio além do aceitável. Cabe a revisão recolocar “o trem nos trilhos”. Porém, mais do que para o realinhamento, a revisão é especialmente importante para a redefinição dos parâmetros, afinal de contas, ao longo do caminho, seu status quo pode mudar, seus objetivos podem mudar, e o cenário em que você está inserido pode mudar. E preciso estar atento a isso e providenciar os ajustes.