Gestor Financeiro Pessoal

Dívidas e créditos |

Como negociar o pagamento das dívidas?


por GestorFP

Para que uma negociação de dívidas seja efetiva (bem sucedidade e economicamente atrativa), você precisa das seguintes informações:

– Quanto você deve e para quem você deve?

– De quanto (sobra de caixa) e do que você (ativos e crédito) dispõe?

– O que seus credores propõem?

– Que alternativas o mercado oferece?

Vamos ver cada uma delas com mais detalhes.

Levantamento das dívidas e da sua capacidade de pagamento

– Conheça o perfil da sua dívida: faça um levantamento de todas as suas dívidas (empréstimos, financiamentos, cartão de crédito, cheque especial) indicando saldo devedor, valor da prestação, taxa e prazo restante. Indique para cada dívida quem é o credor.

– Conheça e aumente sua capacidade de pagamento: faça uma lista de tudo o que gasta durante o mês. Indique o que é essencial, o que é importante, o que é supérfluo e o que é desperdício. Priorize as despesas essenciais e importantes, mas tente reduzi-las. Elimine supérfluos e desperdícios. Verifique se é possível aumentar a renda, fazendo algum serviço extra. O objetivo dessas ações é conhecer e aumentar sua disponibilidade para o pagamento das dívidas.

– Converse com seus credores. Informe que está se organizando para começar a quitar suas dívidas. Veja o que eles propõem.

Está gostando do texto? Clique aqui e faça seu cadastro para receber GRATUITAMENTE nossos conteúdos e atualizações!

Soluções de mercado

– Resgate de aplicações.

– Devolução ou venda de ativos.

– Empréstimos mais baratos: familiares, amigos e empréstimos consignados.

– Portabilidade de crédito.

– Antecipação de 13º e da restituição do imposto de renda.

– Refinanciamento.

Negociação e pagamento

– Se tiver alguma aplicação (poupança, por exemplo), resgate e amortize a dívida mais cara (ou aquela mais difícil de negociar).

– Se tiver algum ativo que possa ser devolvido, vendido, faça isso e use o dinheiro para quitar/diminuir dívidas.

– Verifique se consegue empréstimos com seus familiares e amigos, mesmo que pagando juros (mais baixos, claro!). Quite as dívidas mais caras com esses empréstimos.

– Tente fazer a portabilidade de crédito para outros bancos.

– Tente antecipar 13º e/ou IR para amortizar as dívidas mais caras.

– Verifique as taxas de empréstimos consignados e refinanciamentos (caso tenha bens) para trocar os empréstimos pessoais, quitar o saldo do cartão e o cheque especial.

– Conhecendo as soluções possíveis, negocie com seus credores.

– Conheça os programas Superendividados, oferecidos em alguns Tribunais de Justiça.

Solução própria: reorganização e mudança de hábitos

– Atenção com os maus hábitos financeiros! Evite consumismo, imediatismo e materialismo.

– Uma vez iniciado o plano de pagamento das dívidas, é preciso continuar com os bons hábitos financeiros e a boa gestão de seus fluxos de caixa. Se não for assim, você terá feito esse esforço em vão.

Gostou do texto? Clique aqui e faça seu cadastro para receber GRATUITAMENTE nossos conteúdos e atualizações!

Obs.: a imagem que ilustra esse texto foi buscada no blog Resenha Virtual, em texto sobre renegociação de dívidas, cuja leitura indicamos. Clique aqui para acessá-lo.