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Dívidas e créditos |

Estou com o nome sujo na praça. O que fazer?


por GestorFP

O 4º levantamento “Radiografia do Endividamento das Famílias Brasileiras” promovido pela Fecomércio-SP revelou resultados preocupantes. Obviamente, toda análise de resultados é limitada às bases, premissas e aos métodos de coleta e tratamento dos dados. Para mais informações sobre a metodologia, sugerimos consultar o estudo completo.

Veja alguns desses resultados nas tabelas a seguir. Onde está sua cidade? Como foi a evolução nos últimos três anos? Você está entre eles?

              

Uma das premissas importantes, fundamental para a análise, é que o estudo considera como dívida tanto o crédito tomado para consumo de bens e serviços, quanto aquele tomado para financiamento imobiliário. Assim, é preciso considerar que, entre 2011 e 2013, os financiamentos para consumo de bens cresceram apenas 5,80%, enquanto os financiamentos imobiliários registraram alta de 80,22%, fazendo com que, na composição dessas duas categorias de crédito, os financiamentos imobiliários, que em 2010 representavam 21,2% do total, ampliassem essa taxa em final de 2013 para 31,4%, e os empréstimos para consumo de bens e serviços caíssem de 78,8% para 68,6% no mesmo período.

Nome sujo

Do endividamento para a inadimplência e da inadimplência para ficar com o crédito restrito (mais conhecido como “nome sujo na praça”) é um pulo.

Caso você esteja endividado, mas ainda não esteja nessa situação, é urgente que mude seus hábitos financeiros, que passe a gerenciar melhor sua renda e seus gastos, que priorize esses gastos, elimine o desperdício e reduza os supérfluos.

Caso você já esteja com o nome sujo, o passo a passo é:

1. Faça um levantamento de todas as suas dívidas: saldo devedor, quantidade de prestações restantes, taxa de juros, valor das prestações, tipo de crédito, credor.

2. Faça um levantamento dos seus ativos: o que pode ser devolvido, o que pode ser vendido, o que pode ser resgatado.

3. Entenda perfeitamente suas possibilidades: quanto você consegue gerar de superávit mensal (apesar das despesas com prestações), cortando gastos ou incrementando a renda.

4. Procure os credores, exponha sua situação e mostre que está comprometido com o pagamento das suas dívidas, mas que precisa de fôlego: algo como uma carência, um aumento de prazo e/ou uma redução na taxa de juros.

5. Monte um plano realista de pagamento das dívidas e apresente a seus credores.

Atenção!

Não caia na pegadinha de pagar intermediários para negociar por você ou no conto de que é possível se livrar das dívidas sem pagá-las.