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Dívidas e créditos |

Juros para as famílias em 43% ao ano. E agora?


por GestorFP

Em junho/2014, a taxa de juros cobrada das famílias atingiu o patamar recorde de 43% ao ano. Esse resultado motivou nossa participação no Jornal da Correio nessa quarta-feira, 30/07/2014.

A seguir, reproduzo o que comentamos “no ar”:

Alessandra (apresentadora): É possível escapar dos juros?

Rodrigo: Sim, basta não precisar deles. O pessoal de casa deve se conscientizar de que só paga juros dessa natureza quem vive acima de suas possibilidades.

Herón (apresentador): Quais os cuidados que se deve ter com taxas tão altas?

Rodrigo: Tem que controlar os gastos, ter um estilo de vida condizente com sua renda e só recorrer a juros se for inevitável. Se esse for o caso, tem que pesquisar a melhor taxa. Assim como qualquer produto, há concorrência e, consequentemente, grandes variações nos valores das taxas.

Se a pessoa já estiver pagando juros, ela precisa buscar produtos e soluções mais em conta, para baratear essa taxa, como, por exemplo, a antecipação de imposto de renda, antecipação de 13º e portabilidade de crédito.

Alessandra: Você trouxe um gráfico com alguns valores de taxa de juros para diferentes tipos de crédito.

Rodrigo: Isso mesmo. O valor de 43% ao ano é uma média de taxas de juros para vários tipos de crédito. Isso quer dizer que há crédito mais caro e há crédito mais barato que 43% ao ano.

O cheque especial, por exemplo, está num patamar médio de 171,5% ao ano. Isso é quase 9% ao mês. Um absurdo! É preciso evitar esse crédito.

Alessandra: É o que você chama de dívida ruim. Mas também há dívidas boas, não é?

Rodrigo: Sim. Dívidas de cheque especial, de cartão de crédito, de empréstimos pessoais são normalmente dívidas de consumo com supérfluos ou dívidas pela falta de orçamento doméstico. Essas dívidas destroem o patrimônio.

No caso de uma pessoa física, um exemplo de dívida boa é aquela dívida mais barata que você contrata para pagar uma dívida mais cara. Nesse caso, há uma economia financeira.

Para saber mais sobre antecipação de imposto de renda, clique aqui.

Para saber mais sobre portabilidade de crédito, clique aqui.

Para saber mais sobre dívidas boas e dívidas ruins, clique aqui.