Gestor Financeiro Pessoal

Educação financeira |

21 dicas para você não jogar dinheiro fora!


por GestorFP

Já ouviu aquela máxima “você não fica rico com o que ganha, você fica rico com o que economiza”?

Pois é… É a mais pura verdade. Tenho muitos exemplos desse tipo. Clientes de alta renda, totalmente endividados e sem patrimônio por falta de controle dos gastos, e clientes de renda mediana com a vida financeira equilibrada, investindo e no caminho para alcançar seus objetivos.

Não importa quanto você ganha. Para ficar rico, é preciso poupar, gastar menos do que ganha. Viver dentro de suas possibilidades e jamais viver (e financiar) um estilo de vida que não é o seu.

Ok, mas como fazer sobrar?

Para fazer sobrar, é preciso priorizar as despesas. Sempre digo isso aqui no blog. Para priorizar, o primeiro passo é anotar os gastos e organizar tudo em classes (tipos) de despesas (habitação, alimentação, saúde, lazer, transporte), para, em seguida, reclassificá-los em ordem de importância: 1. despesas essenciais (aquelas que você não pode deixar de ter, como o aluguel, a energia elétrica, o gás de cozinha, a escola dos filhos), 2. despesas importantes (aquelas que não são obrigatórias, mas vale a pena ter, como um curso de inglês, uma academia de ginástica, um plano de saúde), 3. despesas supérfluas (aquelas que não são essenciais, nem importantes – para efeito de manutenção do padrão de vida –, mas são aquelas que nos trazem qualidade de vida, como uma viagem, um presente, uma roupa nova, um cinema, um jantar fora) e 4. desperdício (aquelas despesas em que estamos realmente jogando dinheiro fora).

Após priorizar os gastos, a tarefa é reduzir as despesas essenciais, importantes e supérfluas, sendo mais cuidadoso/responsável para não desperdiçar (vamos ver vários exemplos logo a seguir) e eliminar os gastos que são, por natureza, desperdício de dinheiro.

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Vamos a eles!

1. Não negociar / não pechinchar. Por menor que seja o desconto conseguido, deixar de pechinchar é abrir mão desse valor;

2. Não saber o preço justo dos produtos e serviços. O desconhecimento dos preços pode nos levar a comprar em promoções ou com descontos que são irreais. Além das situações em que você paga muito mais caro pelo mesmo produto (vide água mineral e cafezinho nos aeroportos);

3. Não pesquisar preços. Veja mais sobre pechinchar e pesquisar preços no nosso e-book “Conta Certa”;

4. Comprar o que não precisa. É aquela velha história do querer x precisar. Não compre simplesmente porque você quer. Avalie a real necessidade. E note que comprar em promoções nem sempre vale a pena (por exemplo, levar 3 e pagar 2, quando você só precisa de um).

5. Comprar mais do que precisa. Comprar em grande quantidade nos mercados por atacado, para acessar um preço inferior é uma faca de dois gumes. Atente sempre para a validade, cuidado com os itens perecíveis e verifique se essa compra em grande quantidade não afetará seu orçamento de curto prazo. Deixar alimentos passarem da validade ou apodrecerem é um desperdício! Leia mais sobre pesquisa de preços, sobre liquidações e sobre compras no atacado e no varejo no nosso e-book “Conta Certa”;

6. Deixar comida no prato, independente se for em casa ou num restaurante (principalmente nos restaurantes a quilo);

7. Comer fora de casa. Em alguns casos, pode ser uma alternativa financeiramente atrativa, haja visto a economia com gás de cozinha e empregada doméstica, mas, na maioria das vezes, gasta-se mais, mesmo nos restaurantes a quilo, do que comendo em casa. Isso para não falar dos lanches sem necessidade, que engordam a barriga e emagrecem o bolso. Para mais dicas sobre almoço no trabalho, adquira nosso e-book “Conta Certa”;

8. Contratar pacotes de TV a cabo ou pacotes de celular além da necessidade. Procure sempre contratar pacotes aderentes a sua necessidade;

9. Deixar a luz do quarto acesa ou o ar condicionado ligado sem ninguém dentro, abrir demais a geladeira, deixar eletrodomésticos na tomada. Isso tudo gasta energia elétrica sem necessidade;

10. Tomar banhos muito demorados, deixa a descarga do vaso sanitário desregulada são exemplos de desperdício de água;

11. Abrir a porta do forno, cozinhar pequenas quantidades em panelas grandes, não tampar as panelas e vazamentos são exemplos de desperdício de gás de cozinha;

12. Usar o carro para percursos curtos, rodar com pneus descalibrados e não pensar na rota mais curta antes de partir para o destino são exemplos de gastos incrementais evitáveis com combustível;

13. Pagar tarifas bancárias quando há bancos digitais e contas sem essas cobranças;

Vou avisar aqui, mas você já desconfia… Tem dicas de economia de energia elétrica, gás de cozinha, água, telefone, combustível e tarifas bancárias no e-book “Conta Certa”;

14. Pagar multa e juros por contas em atraso. Levar (e ter que pagar) multas de trânsito também!

15. Assinar revistas e jornais que você quase não lê;

16. Pagar a academia ou o clube e não frequentar;

17. Participar de clubes de viagens quando você está sem tempo ou não tem orçamento para viajar durante o ano;

18. Não aproveitar os benefícios ou deixar vencer os pontos no cartão de crédito, no cartão fidelidade ou nos clubes de vantagens;

19. Pagar juros de cheque especial ou de cartão de crédito quando você pode trocar essa dívida cara por uma dívida menos cara. Leia mais dicas sobre cartão de crédito e dívidas no nosso e-book “Conta Certa”;

20. Gastar dinheiro com cigarro. Desperdício de dinheiro e de saúde;

21. Investir (???) em títulos de capitalização. Corra disso!

Viu aí quantas situações em que desperdiçamos dinheiro!? Parando para pensar e tendo atitude, dá pra poupar sim. Que tal começar?

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Outra coisa: se conhecer outros casos de desperdício de dinheiro, mande-nos para enriquecermos esse texto.

Um abraço,

Rodrigo Leone

Obs.: a imagem que ilustra esse texto foi retirada do site da TGA Instalações em post sobre desperdício de água em condomínios.