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Educação financeira |

Black Friday: repetindo e reforçando as orientações!


por GestorFP

Nessa quarta, 16/11/2016, voltamos a falar sobre Black Friday no Correio Manhã. Conforme disse “no ar”, as dicas que apresentei são as mesmas do ano passado. Ou seja, nada mudou. As dicas continuam válidas. Por isso, achei importante, repetir parte do post para reforçar os cuidados.

– Faça as contas de quanto pode gastar. Respeite seu orçamento. Se pretende parcelar as compras, atente para os gastos dos próximos meses. Lembre-se de que, na virada do ano, há muitas despesas extras. Tome cuidado para não aproveitar a Black Friday e ganhar de brinde um dezembro e um ano seguinte no vermelho!

– Faça uma lista do que você precisa comprar, inclusive com as quantidades. Pode ser aquele eletrodoméstico, aquele sofá, ou aquele guarda-roupa que você vem “paquerando” há tanto tempo (e que estão realmente fazendo falta!) ou, até mesmo, uma calça, um sapato, uma camisa que irão substituir as já “batidas e amareladas” que você vem usando. Saber diferenciar o precisar do querer é ponto chave em finanças pessoais. Promoções do tipo “leve 4 e pague 3”, quando você só precisa de 2, não é economia nenhuma.

– Com sua lista e as opções de presentes, visite lojas físicas e site na internet para anotar os preços praticados antes da Black Friday. Isso é imprescindível, pois, muitas vezes, a promoção é um preço pela metade do dobro, ou seja, nenhum desconto efetivo. Sugiro que visite os sites de comparação de preços: muitos deles têm um carimbo atestando que o preço realmente está mais baixo e têm o histórico dos preços médios praticados. Isso vai permitir que você não caia na pegadinha do desconto que não existe. Como a Black Friday acontece no dia 25/11, você ainda tem 9 dias para fazer essas anotações.

– No dia da promoção, visite duas ou três lojas antes de comprar o que precisa. Você já saberá os preços históricos e poderá negociar mais descontos. Sempre há espaço para pechinchar. Estamos em um período de recessão, vendas abaixo da média, em que as lojas querem aproveitar dias como a Black Friday para recuperar o faturamento e, portanto, estão dispostas a melhorar as condições. Tenha ciência de que você é a peça mais importante na relação de compra e venda. A loja quer vender e você decide se vai comprar. O dinheiro é seu. Você que manda!

– Nem toda liquidação é uma boa oportunidade de compra. Algumas delas escondem armadilhas do tipo “já que estou aqui, vou levar isso também”. Nesses casos o item adicional está bem mais caro que em outras lojas (você não sabe, porque não pesquisou e está comprando por impulso) e vai por a perder toda a economia que você pretendia fazer. Por isso, mantenha o foco: se está na loja para aproveitar as promoções, limite-se a elas!

– Algumas vezes, nós mesmos nos impomos as armadilhas. Nem sempre é preciso aproveitar as promoções: liquidação só faz sentido quando você precisa do produto agora ou em curto prazo e quando o valor cabe no seu orçamento. É preciso resistir. Se não precisa, não compra. O limiar entre o sucesso e o insucesso nas finanças pessoais passa por não gastar com o que não é necessário.

– Não se anime com o tamanho do desconto. O mais importante é o preço final do produto em promoção. É ele que deve caber no seu bolso. Dito de outra forma, um produto com desconto de 50% ou mais ainda pode estar caro para seu orçamento.

– Desconfie sempre de produtos com descontos muito altos, principalmente vestuários (que dependem de estação, de moda e mudam a cada coleção). Se o desconto está alto é porque ninguém quis enquanto estava na moda e, provavelmente, ninguém mais vai querer depois que passar da moda. É comprar para se arrepender.

Obs.: a imagem que ilustra esse post foi obtida no site da Valeverde Turismo: http://www.valeverdeturismo.com.br/produto/504/110/3339/compras-em-orlando.