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Educação financeira |

Como planejar os gastos com saúde?


por GestorFP

O último levantamento oficial, advindo da Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009, informa que os gastos com saúde consomem 7,2% do orçamento das famílias brasileiras. Desse valor, a maior parte é gasta com remédios (48,6%) e com plano de saúde (29,8%). Por exemplo, uma família de classe média, cuja renda mensal é de R$5.000,00, gasta, em média, R$360,00 com saúde, dos quais R$175,00 são com remédios.

Vale ressaltar que os gastos com remédio dependem da faixa de renda: as famílias de menor rendimento gastam 74,2% de seus orçamentos com remédios, enquanto aquelas de maior rendimento gastam apenas 33,6%.

O mesmo vale para a idade. Após os 60 anos, apesar das despesas gerais caírem cerca de 10%, os gastos com saúde aumentam mais de 30%. Isso faz com que a participação dos gastos com saúde passe de menos de 6%, pouco antes dos 60 anos, para mais de 8,5% nessa faixa etária.

E dá para planejar?

Em finanças pessoais, a palavra de ordem é planejar. Entretanto, os gastos com saúde são muito variáveis, independente da idade, o que dificulta esse planejamento: a pessoa pode ter uma saúde perfeita ou pode ter uma doença crônica, que exige consultas e a compra de remédios com mais frequência; os remédios podem ou não estar disponíveis no SUS e podem ou não contar com benefício (desconto) oferecido pelo laboratório, entre outros.

Assim sendo, o planejamento deve ser de prevenção: é importante ter um plano de saúde ou um seguro saúde, que cubra consultas, exames, tratamentos e internações; ter uma reserva financeira para gastos não cobertos pelo plano/seguro; fazer exames médicos periódicos e, principalmente, ter um estilo de vida saudável, isto é, fazer exercícios, não fumar, ter uma alimentação balanceada, dormir 7-8 horas por dia e evitar o estresse. Essas são iniciativas que reduzem os problemas futuros e, consequentemente, os gastos com saúde. Sua saúde financeira depende de suas saúdes física e mental!