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O portal Paraíba Business: entramos no circuito mundial!


por GestorFP

Assim como uma empresa ou como uma personalidade, os estados precisam se vender. Precisam aparecer. Precisam de marketing. Não basta fazer o dever de casa. Tem que mostrar o que foi feito, o que está sendo feito e o que será feito!

Não estou dizendo isso no contexto eleitoreiro. Digo isso em relação aos negócios, à competitividade. Em relação à atração de investimentos de longo prazo.

Hoje, os estados não competem mais entre si. Quer dizer, até competem, mas essa não é a principal competição. Não é aí que “rola” dinheiro em abundância. Não adianta a Paraíba competir com Pernambuco ou o Nordeste competir com o Centro-Oeste. A competição é mundial: os investidores decidem entre as melhores alternativas, estejam elas onde estiverem, mundo afora. Pode ser aqui ou na China, aqui ou na África do Sul, aqui ou no México. O dinheiro vai para onde existir a melhor relação custo-benefício, a melhor relação risco-retorno.

E, portanto, é preciso estar no mapa. Mostrar-se como uma alternativa viável. Mostrar-se como uma alternativa cheia de vantagens.

Nessa linha de raciocínio, o portal Paraíba Business é uma bela iniciativa. Decerto, precisa de mais conteúdo, mas o primeiro passo foi dado. Clique aqui para conhecer.

Quem conhece a Paraíba, sabe o ela é capaz de oferecer: ótima localização geográfica, quase que no centro do Nordeste; malha viária extensa e um porto que cresceu bastante nos últimos anos; benefícios fiscais, tanto estaduais, quanto municipais e mão-de-obra qualificada. Isso já é grande parte do que os empresários precisam para empreender.

A meu ver, falta segurança jurídica (muito mais por culpa da esfera federal) e uma maior e melhor articulação com os órgãos financiadores. A SUDENE, por exemplo, é subutilizada e perdeu quase toda sua expressão de anos atrás. Tenho certeza de que uma ofensiva organizada de prefeitos, governadores, deputados e senadores do Nordeste poderia levantar a SUDENE, fazê-la novamente forte, atuante e fomentadora do desenvolvimento da nossa região. A SUDENE forte fortalece o Nordeste, e o Nordeste forte é sinônimo de estados nordestinos individualmente fortes e competitivos mundialmente.

Se o empresário chega aqui e percebe que tem mercado, tem custo competitivo, tem benefícios, tem bom escoamento e ainda por cima tem regras claras e crédito facilitado, é claro que ele vai ficar. Ou vai, no mínimo, olhar com outros olhos.

Mais um ponto, para finalizarmos: os estados precisam se conscientizar de que o grande provedor de enriquecimento da população são as empresas privadas. Elas devem ser protagonistas da geração de emprego e renda. Não o Estado. Por isso, elas devem ser bem tratadas, respeitadas.

Claro que, no Brasil, ainda precisamos das intervenções do Estado, precisamos dele muito ativo e participativo, mas isso deve ser parte de um processo, deve ser planejado para ir reduzindo e acabar. O Estado deve se preparar para “passar esse bastão” para os empresários, de forma que caiba a ele (o Estado), lá na frente, apenas criar as condições, “azeitar”, regular, fiscalizar e, até mesmo, punir.