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Qual o melhor investimento para você?


por GestorFP

O assunto da coluna “Conta Certa” dos dias 26/05 e 02/06 de 2014 foi o planejamento de investimento para aqueles que estão com suas contas em dia e conseguem uma “sobrinha” de caixa todo final de mês.

Antes de responder à pergunta feita no título, é importante frisar que não existe o MELHOR investimento. Existe o MELHOR investimento PARA VOCÊ. Ou seja, o melhor investimento é aquele mais adequado a seu perfil, suas possibilidades, suas necessidades e seus objetivos, considerando, inclusive, o cenário econômico atual e o mais provável no futuro.

Assim sendo, é preciso saber se você tem tolerância a risco (e, portanto, pode optar por renda variável, como ações), quanto você já tem poupado/investido, quanto você pode dispor para investimentos todo mês, o que você quer fazer com o montante que será acumulado e quando você vai precisar desse montante.

Lembre-se de que todo planejamento de investimento deve considerar rentabilidade, risco e liquidez.

Para investidores conservadores, há vários produtos no mercado: caderneta de poupança, CDB, fundos de renda fixa, títulos do Tesouro Nacional, previdência privada, etc.

Todos os produtos listados acima têm risco parecido, mas diferem quanto à rentabilidade e à liquidez.

A caderneta de poupança tem liquidez imediata (você pode sacar a qualquer momento), mas tem uma rentabilidade que não repõe seu poder de compra, ou seja, seu saldo não cresce na mesma velocidade que os preços.

CDBs e fundos de renda fixa têm rentabilidade maior que a inflação, liquidez imediata, mas pagam imposto de renda. Assim, é preciso descontar esse pagamento antes de avaliar sua atratividade.

Títulos do Tesouro Nacional têm rentabilidade maior que a inflação, liquidez semanal, mas também pagam imposto de renda. Além disso, é preciso entender um pouco mais sobre precificação de títulos antes de escolher esse produto.

O gráfico a seguir apresenta a rentabilidade anual (últimos 12 meses) dos produtos caderneta de poupança, fundo de renda fixa e letras financeiras do Tesouro (um dos títulos do Tesouro Nacional), já descontado o imposto de renda, além da inflação (medida pelo IGP-M). Verifique como a caderneta de poupança perde para a inflação (para esses dados, após um ano de caderneta de poupança, seu poder de compra teria diminuído 7,6%).

Finalmente, previdência privada tem rentabilidade próxima da inflação, baixa liquidez e pagam imposto de renda. Só são recomendadas para aqueles objetivos de muito longo prazo.

Observação importante sobre esse texto: há muito mais a ser dito sobre esses produtos financeiros, principalmente para o desenvolvimento de seu planejamento financeiro. Busque mais informações antes de optar por qualquer um deles.