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Empreendedorismo e investimentos em saúde


por GestorFP

Será que o que gastamos com nossos planos de saúde privados podem ser considerados um investimento?

Bem, se a Previdência Privada representa um investimento a longo prazo, garantindo uma aposentadoria mais tranquila, o plano de saúde poderia ser uma forma de poupar e investir garantindo-se de gastos extraordinários e inesperados com tratamentos, cirurgias e internações hospitalares num futuro hipotético. E assim, por que não analisar o plano de saúde como um investimento?

Do ponto de vista da organização, os planos de saúde funcionais há bastante tempo vem representando um investimento da empresa na produtividade. A saúde dos colaboradores é um dos componentes da motivação e estabilidade do emprego. Os planos de saúde empresariais vêm sendo, por esse motivo, agregados cada vez mais às condições de trabalho oferecidas pelas empresas. Nos níveis mais qualificados da mão de obra, as assistências médicas e odontológicas de qualidade passaram a ser parte de um pacote de salários indiretos oferecidos aos funcionários. Até mesmo na eventualidade de demissões, o plano de saúde pode ser mantido por meses após o desligamento, o que constituiu um elemento vantajoso para a empresa, por contribuir para suavizar o natural atrito dessas situações.

Se o plano de saúde realiza um bom trabalho preventivo para evitar enfermidades e oferece condições para um acompanhamento regular das condições de saúde, através de consultas com especialistas, poderá ser um efetivo investimento que diminuirá o risco de um eventual afastamento por doença. Principalmente na pequena empresa, os períodos de afastamento e faltas por doença de até um único empregado trazem instabilidade para as rotinas de trabalho e conflitos nas relações de trabalho. Sem um plano de saúde, a possibilidade de gastos extraordinários para prestar socorro a um funcionário é concreta. Essa é uma situação que pode trazer custos bem maiores do que um plano de saúde.

A assistência à saúde oferecida pelas empresas tornou-se assim um fator importante para atrair os melhores profissionais para a organização. Se o investimento em um bom plano de saúde coletivo é alto, por outro lado esse é um ponto fundamental para a política de valorização da empresa, um sinal de respeito aos colaboradores.

Do ponto de vista das finanças pessoais, quando lutamos para manter os pagamentos de nosso plano de saúde em dia, muitas vezes nos questionamos se devemos ou não continuar com esse compromisso financeiro, que pesa cada vez mais no orçamento. No entanto, quando sabemos que a taxa cobrada por apenas uma consulta médica particular representa o total do que pagamos mensalmente para a operadora do plano de saúde, acabamos por nos convencer na necessidade de manter o plano.

Em muitas fases da vida, como no caso de pais que tem crianças pequenas, que precisam consultar o pediatra regularmente ou no caso de idosos, quando as consultas aos especialistas são frequentes, o pagamento de honorários médicos tornar-se-ia inviável. No Brasil, dadas as inúmeras e frequentes denúncias sobre as condições de atendimento do SUS e dos hospitais públicos, a possibilidade de ter que recorrer ao sistema público é exorcizada pela classe média. Isso explica porque nos últimos anos estamos assistindo a uma migração massiva de usuários do sistema público para a contratação de um plano de saúde privado. No caso dos planos de saúde coletivos, esse é um benefício que vai além do retorno a curto prazo, mas que vai beneficiar funcionários e empresas com condições mais favoráveis para maior produtividade.

Artigo enviado por Guilherme da Luz, editor dos sites Planodesaude.net, Investimentos e PABX.

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